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12/07/2017
16:25 Studio Report



TORTURE SQUAD: PRONTO PARA O LANÇAMENTO DE “FAR BEYOND EXISTENCE”
 
Por Leandro Nogueira Coppi
Fotos: Gil Oliveira

 
Amanhã, 13 de julho, o Torture Squad deixará a sua marca no Dia Mundial do Rock lançando o oitavo álbum de sua carreira: “Far Beyond Existence”. Mas dias antes, o grupo recebeu profissionais de imprensa e ofereceu uma audição completa e exclusiva de seu novo material. A prévia aconteceu em São Paulo, no último domingo, 09, no estúdio Orra Meu, aonde Amilcar Christófaro gravou suas partes de bateria - ao contrário de seus companheiros, Castor (baixo), May “Undead” Puertas (vocal) e Renê Simionato (guitarra), que gravaram no Loud Factory. Junto à banda, estavam os produtores Wagner Meirinho e Tiago Assolini - os mesmos que trabalharam com o Torture Squad em “Return of Evil” (2016), EP que marcou as estreias de Puertas e Simionato – e Rafael Tavares, que foi o responsável pela capa de “Far Beyond Existence”.


 
A arte assinada por Tavares estava representada no local por um display e também pelo enorme backdrop, feito pelo renomado artista Dick Siebert (baixista do Korzus), que será usado na “Far Beyond Existence Brasil Tour” (turnê que terá shows de pré-lançamento já em julho e começará oficialmente em agosto). O trabalho de Rafael Tavares exibe traços que remetem, propositalmente, ao estilo das muitas capas de discos clássicos do Death e do Thrash Metal mundial lançados entre o final dos anos 80 e início dos 90, conforme fui informado por Christófaro momentos antes da audição. No release do álbum a banda explica a simbologia dos elementos que ornam a ilustração: o crânio representa a nós, seres humanos; a serpente, os animais; o céu e as rochas, o universo; e, por fim, tanto o olho do crânio, quanto o do réptil, representam portais para mundos que fogem do nosso conhecimento - uma clara referência ao título do disco, que traduzido significa “muito além da existência”.


 
Antes de dar o play nas músicas, inclusive nas diversas faixas extras que aparecerão como bônus em versões distintas do álbum, as quais serão vendidas e licenciadas em diferentes países através da gravadora inglesa Secret Service Records, que cuidará do lançamento simultâneo no Brasil, Chile, Estados Unidos (em parceria com o selo Brutal Records) e Europa, Christófaro falou de vários assuntos relacionados à banda e dissecou o novo álbum explicando cada detalhe, desde as composições em si, até as questões técnicas. O baterista fez questão de salientar a energia positiva que rolou em estúdio, embora tenha dito que para ele as gravações foram as mais exaustivas da carreira – e também o ótimo relacionamento vivido pela atual formação. Sobre manter a equipe que trabalhou com o Torture no EP, Christófaro disse que a ideia foi unânime entre os integrantes, já que contar outra vez com Meirinho e Assolini na produção seria garantia de um som pesado e ao mesmo tempo limpo. E alcançaram tal objetivo com uma sonoridade tão cristalina, que torna possível ouvir a ambiência do estúdio, principalmente nos finais das músicas em que a ressonância dos pratos da bateria estão perceptíveis.


 
Ao final da audição, o que deu para sentir das músicas é que elas trazem o que se espera de melhor do Torture Squad, ou seja, instrumental intrincado, técnico, variação rítmica e, claro, muito peso. E bota peso nisso, tanto que, pela primeira vez, Amilcar abaixou a afinação das peles de seu kit, afrouxando-as na gravação. Além disso, novos elementos se encaixaram muito bem à sonoridade atual do grupo. A começar pelos timbres vocais brutais de May, que trouxe de volta a raiz death metal da banda, sobrepondo-se ao thrash, que na voz do ex-integrante André Evaristo, ficou latente no álbum anterior, “Esquadrão de Tortura” (2013). Algumas músicas no disco estavam engavetadas há muito tempo: “Steady Hands” foi escrita por Christófaro e Castor ainda em parceria com Evaristo, e a própria “Far Beyond Existence”, tem quase dez anos, já que foi composta na época do quinto álbum, “Hellbound”, de 2008. No que diz respeito à inovação, um bom destaque é a extensa instrumental “Torture in Progress”, em que Castor executa um verdadeiro mantra no baixo, com uma linha única do início ao fim. Sua base retilínea casa perfeitamente com a bateria extremamente percussiva e tribal, e com a improvisação delineada por Simionato nos solos, forjando um som agressivo e arranjado por estruturas extraídas do rock progressivo, com assumida influência da música “Into the Lens” do Yes, presente no álbum “Drama” (1980). A referida instrumental foi enriquecida com a inserção de um Hammond, que foi gravado pelo convidado Marcello Schevano, guitarrista do Carro Bomba, Golpe de Estado, Casa das Máquinas e ex-Patrulha do Espaço.



Falando em convidados, “Far Beyond Existence” está recheado deles. Além de Schevano, o álbum também conta com o lendário Dave Ingram (Hail Bullets, ex-Benedition e Bolt Thrower), que fez um duo impecável com May em “Hate”; Edu Lane, baterista do Nervochaos, gravou uma narração no decorrer de “Cursed by Disease”, música nascida de um riff de guitarra criado pela própria May Undead durante uma turnê da banda na Europa; Luiz Carlos Louzada, das veteranas bandas litorâneas Chemical Disater e Vulcano, nome icônico e pioneiro do Black Metal mundial, surge em “You Must Proclaim”; Além desses, outros músicos marcaram presença, só que em covers: Fernanda Lira (Nervosa) assina sua participação em “Divine Step” do Coroner, que foi gravada na época do álbum “Esquadrão de Tortura”, no estúdio Norcal, com produção do norte-americano Brendan Duffey -, e Alex Camargo (Krisiun) em “Just Got Paid” do ZZ Top.


 
As versões feitas para clássicos consagrados ficaram impecáveis e a lista não pára por aí. Também foram gravadas “Flick of the Switch” (AC/DC), “Overkill”, que foi um dos destaques do tributo brasileiro ao Motörhead, lançado esse ano – também pela Secret Service - sob o título “Going to Brazil... A Brazilian Tribute to Motörhead”, e “Inside the Electric Circus” (W.A.S.P.), que ao final oferece uma surpresa ao ouvinte. Entre as faixas extras, o Torture Squad regravou “Area 51”, originalmente lançada em seu terceiro álbum, o aclamado “The Unholy Spell” (2001), e uma vinheta bastante macabra e cavernosa chamada “Unknown Abyss”, que conta com trecho de “Hero for the Ages”, e a qual Puertas provoca calafrios ao pronunciar o nome das nove faixas regulares do álbum, só que em ordem trocada, ou seja, da última música à primeira. Essa vinheta final encerra a bolacha, portanto, se você deixar o CD rodar no modo repeat, ela servirá de introdução para “Don’t Cross My Path”.
 
Em termos líricos, Christófaro comentou: “Quem deveria ler (N.R.: as letras) são os seres que não se colocam no próprio lugar, de ver o quanto a vida vai além dessa coisa que a gente vive, de um filho da puta colocar uma bomba no próprio corpo e matar vários inocentes, por conta de um dogma que ele acredita e as outras pessoas não”, afirmou. Ainda que de modo geral “Far Beyond Existence” trate dessa questão, alguns temas falam de assuntos específicos. A letra de Amilcar para “Don’t Cross My Path” fala da verdade do próprio Torture Squad, do quanto os integrantes acreditam neles mesmos como banda; “No Fate”, escrita por May, foi inspirada numa frase do filme “Terminator 3 – Rise of the Machines” (no Brasil, “O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas”); “Blood Sacrifice”, também escrita pela vocalista, fala da deusa Hindu, Mahākālī – essa tem uma introdução indiana belíssima; “Cursed By Diseased” é a respeito das pessoas que foram mortas vítimas de uma doença causada por um tipo de fungo que habitava o sarcófago de Tutancâmon, faraó do Antigo Egito, e não por maldição, conforme muitos acreditavam; Já “Hero for the Ages” é constituída de filosofias de vida de Bruce Lee, que foram montadas na música por Christófaro.
 
Mas chega de ‘spoiler’. Mais sobre “Far Beyond Existence” você pode conferir na entrevista que a ROADIE CREW fez com May Undead e Castor na edição #221, do mês de junho, e também na resenha do álbum que será publicada em breve em nossas páginas.


 
Confira o tracklist completo e detalhado de “Far Beyond Existence”:
 
01 DON'T CROSS MY PATH
Música: Amilcar Christófaro e Castor
Letra: Amilcar Christófaro
 
02 NO FATE
Música: Amilcar Christófaro e Castor
Letra: May Undead
 
03 BLOOD SACRIFICE
Música: Amilcar Christófaro, Castor, May Undead e Rene Simionato
Letra: May Undead
 
04 STEADY HANDS
Música: Amilcar Christófaro, Castor e André Evaristo
Letra: Amilcar Christófaro
 
05 HATE
Música: Amilcar Christófaro e Castor
Letra: Amilcar Christófaro
 
06 HERO FOR THE AGES
Música: Amilcar Christófaro e Castor
Letra: Montada por Amilcar Christófaro, com filosofias de vida de Bruce Lee
 
07 FAR BEYOND EXISTENCE
Música: Amilcar Christófaro e Castor
Letra: Amilcar Christófaro
 
08 CURSED BY DISEASE
Música: May Undead e Amilcar Christófaro
Letra: May Undead
 
09 YOU MUST PROCLAIM
Música: Amilcar Christófaro e Castor
Letra: Castor
 
10 JUST GOT PAID
Música: Billy Gibons e Bill Ham
 
11 TORTURE IN PROGRESS (Instrumental)
Música: Amilcar Christófaro e Castor
 
12 UNKNOWN ABYSS (Intro)
Autor: Amilcar Christófaro
 
FAIXAS BÔNUS
 
Brasil
Torture in Progress (Instrumental)
Just Got Paid (ZZ Top)
Unknown abyss (Intro)
 
Europa I
Just Got Paid (ZZ Top)
Flick of the Switch (AC/DC)
Area 51 (regravação)
Unknown Abyss (Intro)
 
Europa II
Inside the Eletric Circus (W.A.S.P.)
Divine Step (Coroner)
Overkill (Motörhead)
Unknown Abyss (Intro)
 
USA - Licenciado pela Secret Service para o selo Brutal Records
Area 51 (Regravação)
Unknown Abyss (Intro)
 
CHILE
Area 51 (Regravação)
Unknown Abyss (Intro)
 
ACESSE: www.torturesquad.net.br

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