Live Evil
FLESHGOD APOCALYPSE / SEPTICFLESH (SP)
Live Evil
IAN ANDERSON - Teatro Bradesco (SP)
Live Evil
ROCK NA PRAÇA 5 (SP)
Live Evil
FENRIR’S SCAR - Campinas/SP
Live Evil
TIM "RIPPER" OWENS - Gillan’s Inn (SP)
Live Evil
SUFFOCATION - Manifesto Bar (SP)
Live Evil
GUARU METAL FEST - Heavy Day
Live Evil
ROCK NA PRAÇA 4.9 (SP)
Live Evil
GUARU METAL FEST - Extreme Day
Live Evil
GANGRENA GASOSA - SESC Belenzinho (SP)
Próxima
Qual o seu álbum preferido do AC/DC?
High Voltage (Austrália)
T.N.T. (Austrália)
High Voltage (Internacional)
Dirty Deeds Done Dirt Cheap
Let There Be Rock
Powerage
Highway to Hell
Back in Black
For Those About to Rock We Salute You
Flick of the Switch
Fly on the Wall
Blow Up Your Video
The Razors Edge
Ballbreaker
Stiff Upper Lip
Black Ice
Rock or Bust
22 de Outubro 2017
RSS

15/05/2017
12:27 Live Evil



RHAPSODY: THE 20th ANNIVERSARY REUNION FAREWELL TOUR
John Bull Pub - Florianópolis/SC
11 de maio de 2017
Texto e fotos: Guilherme Spiazzi
 
Comparada a outras cidades, não é comum uma turnê internacional de metal passar pela capital catarinense, mas felizmente desta vez aconteceu e o que se viu às margens da belíssima Lagoa da Conceição prova que a cidade deveria ser ponto obrigatório de bandas do estilo que visitam o nosso país.
 
Este foi o menor, mas seguramente o mais quente, vibrante e épico de todos os shows, afinal eram pouco mais de seiscentos fãs espremidos dentro do local - que aliás, é uma ótima casa para shows deste porte. Durante todo o repertório a expressão de satisfação do público em ver o Rhapsody era impressionante. Banda e fãs pareciam adolescentes descobrindo e se entregando à música. Isto só foi possível graças à proximidade da banda com o público – este detalhe fez toda a diferença. Além disso, o som estava excelente e o painel de led deu uma boa agregada de valor na apresentação.


 
Falando em apresentação, esta foi uma ocasião de sentimentos mistos. Havia a comemoração dos vinte anos de estrada da banda e ao mesmo tempo a despedida do time Luca Turilli (guitarra) e Fabio Lione (vocal). Para a ocasião o grupo trouxe para o palco o disco Symphony of Enchanted Lands (1998) e mais algumas faixas escolhidas a dedo, além de solos de bateria e baixo. Grande parte do show foi de pura empolgação, com o público cantando tão alto que ficou difícil ouvir os carregados backingtracks de coral e vários momentos. Até mesmos os soberbos vocais de Fabio Lione foram abafados pelo público durante alguns hinos da banda. O vocalista, que atualmente se encontra compondo com o Angra, entregou o seu melhor e definitivamente rouba a cena em momentos mais dramáticos como os de “Lamento Eroico” ou os épicos como em “Land Of Immortals”. O seu domínio foi completo, inclusive na hora de fazer algumas brincadeiras e se comunicar com os presentes em português.


 
A principal impressão que ficou foi a de uma banda realmente se divertindo em cima do palco. Luca Turilli (guitarra) foi o que mais agitou e transpareceu estar realmente curtindo tocar aquelas músicas. A começar por “Emerald Sword”, onde só faltou ele pular do palco. Tanto ele quanto o seu parceiro de guitarra, Dominique Leurquin, deixaram as músicas mais ardidas ao vivo, dado o volume dos seus instrumentos. Bases, solos e arpejos foram muito bem ouvidos.
 
Se o papo de que lá no início da banda as baterias e baixos eram programados for verdade, as performances de Alex Holzwarth e Patrice Guers não ficaram devendo nada para o computador. Além de literalmente tocar na cara dos fãs, ambos fizeram os seus solos, nada absurdos, mas bem empolgantes – principalmente o de Guers que foi esperto e não ficou masturbando o baixo, ao invés disso, soube mandar uns slaps e groove, sem deixar o lado metal de lado.


 
A apresentação deixou claro que a música do Rhapsody funciona muito bem ao vivo, desde que todos os elementos sejam devidamente apresentados e isso exige uma boa equipe comandando o som. O tecladista Alex Staropoli fez falta? Sim e não. Musicalmente, nem um pouco. Agora, para quem admira o músico, a sua ausência certamente faz falta no que concerne a performance.
 
A despedida com “Holy Thunderforce” fechando o set foi digna de uma banda que definiu um estilo, construiu uma sólida base de fãs e influenciou muitos outros grupos. Agora será Turilli para um lado e Lione para outro. Deixarão saudades.



Roadie Crew copyrights © 2011 - All Rights Reserved - Todos os Direitos Reservados - Melhor visualizado em 1024x768