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09:29 Live Evil



KORN
Pepsi On Stage - Porto Alegre/RS
23 de abril de 2017
Por Guilherme Spiazzi / Fotos: Alessandra Koga
 
O Korn viveu um período de franca ascensão no final dos anos noventa, em parte impulsionados pela sua forte gravadora com a massiva divulgação dos seus videosclipes pela saudosa MTV e a crescente do Nu Metal no mercado. Apesar de atualmente o Korn não gozar da mesma popularidade de outrora, é perceptível que o grupo mantém uma base de fã sólida e ainda cativa novos ouvintes. A primeira passagem da banda pela capital gaúcha aconteceu no Pepsi on Stage, local que já abrigou shows do Megadeth e Mr. Big e logo mais receberá Slayer e Helloween. 


 
Jonathan Davis (voz), James "Munky" Shaffer (guitarra), Brian "Head" Welch (guitarra), Ray Luzier (bateria) e o substituto de Reginald "Fieldy" Arvizu (baixo), que não pode vir por questões pessoais, Tye Trujillo – de apenas 12 anos de idade, fizeram uma apresentação simples e direta, que segue o itinerário da atual turnê sul-americana do grupo. Quem esperava por um palco elaborado talvez tenha se decepcionado ao ver basicamente um praticável de bateria com os seus aproximadamente um metro e meio de altura, os amplificadores e alguns backdrops ao fundo. Se por um lado um show de resume à música, é claro que telões e outras alegorias sempre agregam valor ao espetáculo.
 
Falando em música, a extensa carreira do grupo proporciona uma gama de composições para abertura e o Korn acertou em mandar “Right Now”, faixa que abre “Take a Look in the Mirror” de 2003. Ao vivo esta faixa ganha muito mais vida que no disco, não apenas pelo peso descomunal que saia do PA, mas também pela interação do público que explodiu em energia logo no início.


 
Davis tem uma personalidade de voz e palco muito característicos. Seja naqueles momentos de puro grunhido, como se ouviu em Twist ou na característica entrada tocando gaita de fole em “Shoots and Ladders” (1994), o vocalista se destaca e não se intimida quando precisa colocar os berros de lado e realmente cantar melodias. Nesta última a banda ainda ementou uma parte de One (Metallica) que ficou muito boa. Outro momento de homenagem foi em “Coming Undone” (2005) com parte de We Will Rock You (Queen).
 
Luzier, que ocupa o trono da bateria a bons dez anos, tem um diferencial interessante que é saber dosar muito bem os momentos que pedem mais precisão ou groove ao vivo. Em momentos como em “Here to Stay” (2002), “Somebody Someone” (1999) e “Make me Bad”(1999) o músico pode mostrar bem como ele trabalha sua técnica em composições gravadas por David Silveria.


 
Apesar de pouco contato durante o show e de não trocarem de lado, Munky e Head foram uma dupla muito coesa de guitarristas que trabalham a favor da música do Korn. Ambos agitaram todo o show, tocaram com energia e se comunicaram bem com os fãs. Vide a interação dos dois em “Blind”(1994) e Good God (1996), duas composições que devem ter sido o ponto alto para aqueles que seguem a banda desde o início.


 
Do álbum mais recente, “The Serenity of Suffering” (2016), vieram “Rotting in Vain” e “Insane” em momentos distintos do show. Ambas são uma ótima amostra de que o grupo melhorou muito no decorrer dos anos no equilíbrio entre peso, agressividade e melodias que grudam na cabeça. Infelizmente desta vez música de “The Paradigm Shift” (2013) e o nada ortodoxo “The Path of Totality” (2011). Ao invés de trazer algo de algum desses discos a banda optou “Word Up!” (cover de Cameo) e “Y'all Want a Single” (2003). Tocadas em momentos distintos do set, essas são faixas que exaltam bem o lado mais experimental do Korn e funcionam bem ao vivo, apesar de quebrar um pouco a cadência da apresentação.


 
E a participação do filho de Robert Trujillo (baixo, Metallica)? O pequeno Trujillo cumpriu bem o seu papel, não se intimidou durante momento algum da apresentação, bateu cabeça, ensaiou umas dancinhas, entrou no clima e ainda mandou um curto solo de baixo, seguido pelo solo de Luzier.  Era nítido o seu conforto com o instrumento, mas também ficou claro que ele ainda não domina o palco e também pudera – com doze anos de idade a maioria está por aí jogando bola e o moleque já encarou uma turnê. Se por um lado a banda perdeu na performance com a ausência de Fieldy, por outro ela ganhou em entretenimento com o seu substituto. Pontos para o pai Trujillo que não desgruda do garoto nem por um segundo sequer.
 
Depois de uma falsa e manjada saída o grupo voltou com “Falling Away from Me” (1999), que fez aquele chão tremer mais do que deveria. Para fecha, talvez uma das mais emblemáticas músicas e videolipe da carreira – “Freak on a Leash” (1998). Parecia que o teto viria a desabar.


 
Mas, antes de tudo isso, teve a abertura, se é que se pode chamar assim, da banda Ego Kill Talent. O que mais surpreendeu foi uma performance invejável, digna de banda principal. Tudo bem que o som não estava explodindo no peito como o do Korn, mas nem por isso a apresentação ficou devendo qualidade ou clareza sonora.
 
Aproveitando o feriadão a banda fez outros três shows no Rio Grande do Sul e fechou a rodada com chave de ouro apresentando nove músicas do seu homônimo, e devidamente bem produzido por ninguém menos que Steve Evetts (Sepultura, Suicide Silence), álbum de estreia.


 
Em cima do palco temos cinco músicos e três formações diferentes – algo nitidamente ímpar. Dependendo da música há um revezamento dos integrantes Raphael Miranda (baixo e bateria, ex-Sayowa), Theo van der Loo (guitarra e baixo, ex-Sayowa), Jean Dolabella (bateria e guitarra, ex-Sepultura) e Niper Boaventura (guitarra e baixo). A única constante é o vocalista Jonathan Correa (ex-Reação em Cadeia).
 
Na ocasião o grupo apresentou para uma casa bastante cheia um som pesado, com groove, passagens que flertam com o radio rock norte-americano e refrãos pegajosos. É uma mistura difícil de ser rotulado e que a cada troca de formação traz uma pegada um pouco diferente. De todo o set, “Sublimated” e “Still Here” certamente podem ser responsabilizadas por recrutar ainda mais fãs para esta banda que parece ter chego ao Pepsi on Stage já com um bom número de seguidores.
 
O saldo da noite foram duas grandes apresentações com o Korn consagrando os seus quase 25 anos de estrada e o Ego Kill Talent construindo a sua história.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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