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FELIZ METAL 2016
Concha Acústica - Rio Branco/AC
25 de dezembro de 2016
Por Júlio Feriato / Fotos: Aldine Padula
 
Quem diria que aquele estado tão menosprezado pela maioria que mora nas regiões sul/sudeste pudesse ter um público tão ávido e fiel ao gênero musical que tanto amamos? Sempre acreditei que tivesse fãs de heavy metal no Acre, haja visto a longevidade de um evento como o "Feliz Metal", mas nunca imaginei que fossem tantos. É uma cena pequena, mas unida e organizada. Curiosamente, no início do mês de dezembro, a capital do Acre recebeu Richard Navarro (Brasil Metal Union) e Ricardo Batalha (Roadie Crew), que deram palestras na "IV Semana de Inovação - Economia Criativa e Digital", promovida pelo Sebrae. E estar lá para conhecer a cena metal acreana foi realmente uma grande surpresa!


 
O "Feliz Metal" é um evento beneficente que ocorre todo dia 25 de dezembro em Rio Branco, capital do estado, desde 2004. A ideia do festival surgiu quando alguns amigos resolveram juntar e vender todas as latinhas de cerveja que consumiram durante o ano no intuito de organizar uma festa com o dinheiro arrecadado. "Naquele ano conseguimos juntar um bom dinheiro com a venda das latinhas e realizamos o primeiro Feliz Metal", conta Ricardinho Costa, um dos organizadores. "A maioria dos custos a gente conseguiu pagar com esse dinheiro, então resolvemos fazer um evento beneficente, sem fins lucrativos. Quem levasse 1 quilo de alimento pagava somente meia-entrada", acrescentou.


 
Deu muito certo! Além das bandas locais, o "Feliz Metal" já levou ao Acre nomes consagrados do metal nacional, como Korzus, Torture Squad, Steel Warrior, Pastore, Fates Prophecy, Claustrofobia, Dark Avenger e Crystal Lake. E até o ex-Iron Maiden Blaze Barley já tocou por lá. Porém, neste último ano, apesar do evento ter tido apoio da Fundação De Cultura do Município (Fundação Garibaldi Brasil) e da Fundação de Cultura do Estado (Fundação Elias Mansour), a organização não conseguiu verba suficiente para trazer bandas de fora do Estado. Portanto, coube as bandas locais garantir o pandemônio sonoro no aniversário do Nazareno.
 
O local escolhido foi o mesmo do ano anterior, a Concha Acústica, localizada numa área perto do centro da cidade. De cara, deu pra notar que o palco não ganhava um trato há um bom tempo. Algumas partes do piso estavam "fofas" e precárias, qualquer desavisado poderia levar um tropeção bem facinho. Felizmente nada do tipo aconteceu, mas fica aqui um toque à Prefeitura de Rio Branco para dar uma atenção maior ao lugar.


 
A décima terceira edição do "Feliz Metal" começou pontualmente às 19h, ainda com um público pequeno. No entanto, quando a banda de grindcore NO MÁS começou a tocar, a arquibancada da Concha foi sendo tomada aos poucos por várias pessoas de camisetas pretas. Interessante notar que muitas delas traziam consigo uma caixa de isopor com bebidas, sinal que a ida ao festival já era algo planejado com antecedência. Apesar da postura quase estática dos integrantes do No Más, quem segurou as pontas foi o vocalista João Paulo Almeida, que não parou um segundo sequer.


 
Em seguida, a DISCÓRDIA subiu ao palco para apresentar seu grind politizado cheio de críticas ao atual governo. Todo esse ceticismo em relação à nossa política ficava evidente quando o vocalista Wlisses James (conhecido professor universitário da cidade e autor do livro "Heavy Metal no Brasil: Uma Breve História Social") discursava entre uma música e outra. O ponto alto foi quando tocaram "Fanáticos", uma bela crítica às nossas instituições religiosas, principalmente as de Rio Branco, capital que concentra o maior número de evangélicos do país.


 
A METAL JACKET veio em seguida e tocou vários covers do Deep Purple, Scorpions, entre outros clássicos. Mas eu estava lá para conhecer as bandas locais autorais, e em seguida presenciei uma das melhores apresentações da noite: a BRUTAL DEATH. A pista já estava cheia por conta da Metal Jacket, mas muitos não arredaram o pé para prestigiar a Brutal Death, que executa um portentoso Death Metal calcado nas bandas clássicos do gênero. O set foi baseado no CD-Demo "I Want to See Your Death" e o público correspondeu à altura com muitos moshpits. Mais uma vez, a postura dos músicos no palco foi bastante estática e coube ao vocalista Rodrigo Torres segurar as pontas. E não fez feio.


 
Após o set insano da Brutal Death, foi vez da HYLIDAE dar continuidade ao assalto sonoro no "Feliz Metal". E particularmente era a banda que eu mais estava curioso em assistir, pois era a única do evento que tinha uma integrante mulher, no caso, a vocalista Aldine Padula. Não me decepcionei. Foi uma apresentação enérgica, onde tocaram músicas de seu primeiro CD "Promiscuous World", mixado por Mika Jussila, no Finnvox Studios (FIN).


 
A banda FIRE ANGEL teve problemas com seu baterista e teve que substituí-lo poucos dias antes do festival. Por conta disso, não tocou músicas próprias e baseou seu set em covers do Helloween, Avantasia, e outros. Confesso que não consegui esconder uma pontinha de decepção, afinal esta é uma banda autoral e eu queria sacar esse material. E já que era um baterista substituto, o tempo que ele levou para tirar os covers não seria praticamente o mesmo para tirar as músicas da banda?





A noite fechou com as bandas DEATH SILENCE, com seu death metal com letras em português e BORN HELL, que encerrou o evento com muitos pedidos de “mais uma” da galera que ficou até o final.
 
Importante lembrar que o público compareceu em peso. Pelas contas da produção eram pelo menos mil pessoas. E o melhor de tudo, a grande maioria era de jovens na faixa dos 15/20 anos, algo que eu não via há muito tempo nem nos eventos em São Paulo. De duas, uma: ou o metal ainda é algo novo no Acre ou a galera de lá se renova sempre. Outro fato curioso foi a presença de crianças e pais com bebês de colo, todos usando camiseta de banda, curtindo o evento numa boa.
 
A ideia é transformar o "Feliz Metal" como uma espécie de cartão postal de Rio Branco. Se depender da boa vontade e perseverança dos organizadores, isto é algo que não irá demorar a acontecer.



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