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MAX & IGGOR CAVALERA RETURN TO ROOTS / INCITE / CAPADOCIA
Tropical Butantã - São Paulo (SP)
16 de dezembro de 2016
Por Phill Lima / Fotos: Fernando Pires
 
Esta noite histórica e emblemática envolveu muito mais do que nostalgia. Completavam-se exatos 20 anos desde que Max Cavalera realizou a sua última apresentação à frente do Sepultura, pela turnê do consagrado álbum "Roots". A Tropical Butantã, que vem abrindo suas portas para shows de Rock e Heavy Metal, foi a escolhida para receber na sexta-feira, 16 de dezembro, Max e seu irmão Iggor Cavalera, que traziam a turnê comemorativa "Return To Roots", que já havia passado por Rio de Janeiro e Belo Horizonte, respectivamente. Bem antes da abertura dos portões, que sofreu um pequeno atraso, um bom público já tomava conta dos bares e arredores. A expectativa era de casa cheia e a cada minuto isso ia se confirmando. O ambiente foi se aquecendo devido à aglomeração de pessoas, que estavam agitadas pela expectativa de verem o emblemático álbum "Roots" sendo executado na íntegra pelos Cavalera.

 

Aproximadamente ás 20h40, o Capadocia, banda do ABC paulistano que segue divulgando o seu primeiro álbum, “Leader’s Speech” (2014), assumiu o palco para dar início aos shows de aquecimento, assim como fez nas outras cidades por onde a turnê passou. Nesses três shows, o grupo contou com o reforço de Vinícius Castellari. O guitarrista faz parte do Project 46, banda a qual o vocalista e guitarrista do Capadocia, Baffo Neto, assumiu recentemente o posto de baixista. O set executado pelo Capadocia foi curto, porém energético. No decorrer da apresentação, Neto destacou a importância e a estranha coincidência de que nessa mesma data, só que há exatos vinte anos, Max Cavalera realizava o seu último show com o Sepultura.


 
Às 21h30 foi a vez de o Incite pisar no palco e mostrar o seu Metal moderno. Como vocalista, a banda conta com Richie Cavalera, enteado de Max, que o trata como sendo seu filho. O Incite começou tendo o som prejudicado, já que estava bem abafado para o público, mais até do que o do Capadocia, mas aos poucos esse detalhe foi se ajustando. Com isso, demorou para que todos sentissem o peso real e a agressividade sonora da banda. No palco, a energia era absoluta, com Richie totalmente enérgico. No meio da apresentação, ele mencionou Max e Iggor Cavalera, exaltando a figura de ambos e toda a importância histórica de seu padrasto e de seu tio para o Metal: “Essa noite é deles!”, destacou.


 
Toda a energia e insanidade de Richie Cavalera lhe custaram um tombo quando pulou da bateria. Mas não houve prejuízos ou interrupção – para muitos, esse incidente passou despercebido. Deve ter doído bastante, mas o show seguiu normalmente e a essa altura a potência sonora do Incite já era possível sentir batendo no peito e empurrando a plateia. Apesar de o público corresponder a ambas as bandas de abertura, a energia estava guardada para o grande momento, que era esperado por todos.


 
Era pouco mais de 22h30 quando Max e Iggor subiram ao palco, acompanhados pelos já conhecidos do público brasileiro, Marc Rizzo (guitarra) e Tony Campos (baixo). Foi um momento mais do que mágico, diria um tanto quanto espirituoso. 20 anos após o inesperado fim da turnê de “Roots”, devido a saída de Max da banda, ali estavam ele e seu irmão, prestes a executarem o álbum mais emblemático da história do Metal Brasileiro e um dos maiores do Metal mundial – sem contar que “Roots” é considerado atemporal por muitos. Max chegou assumindo seu posto e comandando o público. Com a abertura com “Roots Bloody Roots” e a sequência com “Attitude”, o local veio abaixo. Pena que o excesso de fumaça e a pouca iluminação sobre a bateria de Iggor e no ‘backdrop’ que destaca a turnê “Return To Roots” deixou a produção de palco a desejar. Iggor usava seu kit com uma configuração parecida à usada na turnê original de “Roots”, mas pela baixa iluminação e excesso de fumaça, sua performance ficou um pouco escondida - a fumaça, infelizmente, se manteve em boa parte do show, mas não ofuscou o brilho desta noite histórica. “Cut-Throat” e “Ratamahatta” foram cantadas a plenos pulmões pelo público.


 
Max levou os fãs ao delírio quando declarou: “Essa noite estamos celebrando o espírito dos Cavalera, Max e Iggor, do Sepultura”. Por sua vez, a plateia respondeu em alguns intervalos entre as músicas, com o tradicional coro: “Sepultura, Sepultura...”
 
Em quase 60 minutos, catorze músicas foram tocadas. A partir de então, os Cavalera iniciaram uma segunda parte do show. Max falou ao público que esse seria o momento em que eles tocariam covers que ele e seu irmão gostavam. Então vieram, “War Pigs” (Black Sabbath) e “Procreation Of The Wicked” (Celtic Frost), que foi lançada como ‘bonus track’ da edição brasileira de “Roots”. Após essa sequência, apenas Max e Iggor ficaram no palco e fizeram um medley com “Desperate Cry”, ”Beneath The Remains”, ”Polícia” (Titãs) e “Orgasmatron” (Motörhead). Dando prosseguimento, Max convidou ao palco João Kombi, vocalista e guitarrista do Test, grupo paulistano de Death/Grindcore, para uma ‘jam session’ em que mandaram uma versão um pouco mais rápida para “Ace Of Spades” - outra do Motörhead. Nesse momento, rodas se abriram na parte da frente e nos fundos da Tropical Butantã.


 
Max pediu ao público que saudasse as bandas de abertura, Capadocia e Incite, e convidou sua mãe Vânia ao palco, que acabou sendo celebrada pelo público. Para finalizar, ele solicitou a todos que fizessem um “paredão da morte” (conhecido como ‘wall of death’) na próxima música. Foi atendido e com uma versão mais veloz encerrou essa noite mágica e histórica repetindo “Roots Bloody Roots”.
 
Em resumo, o ambiente continha uma atmosfera diferente. Muitos que estavam ali, também estavam no de 1996 e falavam durante o show sobre a mística envolvida naquela noite. Eles faziam uma visita ao passado. Através desta “Return To Roots Tour”, os irmãos Cavalera criaram musicalmente uma máquina do tempo. Muita gente pôde reviver aqueles gloriosos anos, já que a apresentação da banda envolveu algo muito superior a um mero entretenimento. Tecnicamente, foi um show simples e comum, nada tão impactante, mas o espírito dos Cavalera foi o ponto alto da noite. Há sempre algo de especial nisso, o público sente isso quando os vê juntos no palco. É como foi destacado por Max durante o show: “esta noite estamos celebrando o espírito dos Cavalera, Max e Iggor, do Sepultura”.


 
Passava da meia noite quando Max e Iggor deixaram o palco após uma hora e meia de apresentação. Encerrava-se assim a passagem da turnê de celebração do álbum que inovou e influenciou gerações de fãs e de bandas. Foi mais um show em que foi possível celebrar também a existência desses irmãos que são mundialmente reconhecidos. Vida longa aos Cavalera. Vida longa ao Metal brasileiro!
 
MAX & IGGOR CAVALERA RETURN TO ROOTS – Setlist:
Roots Bloody Roots
Attitude
Cut-Throat
Ratamahatta
Breed Apart
Straighthate
Spit
Lookaway
Dusted
Born Stubborn
Itsári
Ambush
Endangered Species
Dictatorshit
War Pigs (Black Sabbath)
Procreation of the Wicked (Celtic Frost)
Medley: Desperate Cry / Beneath The Remains / Polícia (Titãs) / Orgasmatron (Motörhead)
Ace of Spades (Motörhead)
Intro: Raining blood
Roots Bloody Roots


 
INCITE – setlist:
No Remorse
Up In Hell
False Flag
Aftermath
Stagnant
Tyranny's End
WTF
The Slaughter
Army Of Darkness


 
CAPADOCIA – setlist:
Sounds Of An Empty Gun
Snake Skin
Lord Of Chaos
Ferida
Stay Awake
Standing Still

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