12 de Dezembro 2017
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Edição:
#174
Mês:
JUL
Ano:
2013
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Black Sabbath
Por Emil Persson

O MAIS AGUARDADO RETORNO DO HEAVY METAL

A notícia teve um efeito quase devastador no mundo do Rock em geral e do Heavy Metal em particular: em novembro de 2011, o Black Sabbath anunciou que voltaria a trabalhar com sua formação original, gravando um disco e emendando uma turnê na sequência. Era um sonho que se tornava realidade para nove em cada dez bangers ao redor do globo. Afinal, o último de estúdio a reunir Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) havia sido Never Say Die!, lançado no quase jurássico ano de 1978. O mais perto que a banda havia chegado de recuperar o passado acontecera em 1998, quando o quarteto se juntou para uma série de shows que resultaram no duplo ao vivo Reunion, que trazia duas faixas de estúdio inéditas. Porém, o que poderia representar um sonho dourado principalmente para os quatro músicos, acabou ganhando contornos de pesadelo. Poucos meses após o anúncio do retorno da banda, Tony Iommi foi diagnosticado com linfoma (espécie de câncer no sangue), o que forçou o grupo a reorganizar completamente a agenda, colocando um ponto de interrogação nos planos imediatos do Sabbath. Batalha vencida (apesar de o guitarrista ainda necessitar de uma série de cuidados e tratamentos), outro problema vinha à tona: Bill Ward ameaçava não participar do retorno, o que acabaria se confirmando em fevereiro de 2012. O motivo alegado pelo baterista foi divergência nos termos do contrato proposto pela banda, mas chegou-se a comentar que, na verdade, Bill não estaria apto a participar da gravação pelo longo tempo de inatividade. Após muitas especulações, foi informado que Brad Wilk, do Rage Against The Machine, assumiria as baquetas na condição de músico contratado. A partir de então, começou a expectativa em relação ao novo trabalho. Como soaria o Black Sabbath do terceiro milênio? Renovado? Ou uma paródia de si mesmo? A primeira música divulgada, God Is Dead?, revelava um tema longo que remetia aos primórdios da banda. E o disco, intitulado 13 e lançado no início de junho, acabou colecionando críticas positivas ao redor do mundo.

Uma das ações promocionais do novo disco foi uma bateria de entrevistas realizadas em Los Angeles, sendo que algumas delas foram transferidas do estúdio para a casa de Ozzy Osbourne e contando também com a presença de Geezer Butler. Antes de entrar na casa e começar a conversa, é impossível não notar na Ferrari estacionada na garagem. "Sim, eu comprei uma Ferrari no ano passado", comentou o vocalista. "Pensei: que diabos um sujeito de 64 anos quer com uma Ferrari. Mas comprei mesmo assim."

Uma vez instalado com a dupla, o papo abrangeu tudo o que diz respeito à banda: a doença de Tony, as divergências com Bill e o novo trabalho. Acompanhe!
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